CONHEÇA A SOTAMIG

A SOTAMIG – Sociedade de Tanatologia e Cuidado Paliativo de Minas Gerais – é um Departamento Científico da AMMG (Associação Médica de Minas Gerais), uma sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em 1998 pela ação pioneira de alguns médicos mineiros.

Considerando a importância da proposta de interdisciplinaridade, a SOTAMIG amplia a diretoria adjunta que conta com representantes das categorias: Serviço Social, Psicologia, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Enfermagem.

O objetivo era reunir profissionais das áreas da saúde e humanas que trabalham com enfermos e também pessoas que possam se interessar pelo estudo da Tanatologia.

Assim, no dia 26 de setembro de 1998, foi criado o Departamento de Tanatologia da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG). No dia 7 de outubro de 1998, a SOTAMIG foi transformada em Sociedade Civil e a AMMG se tornou pioneira em todo o Brasil, por possuir entre seus departamentos científicos, um departamento destinado ao estudo e divulgação da Tanatologia.

Por ser um departamento da Associação Médica de MG, somente médicos podem ser membros titulares. Este departamento por lidar com uma atividade multidisciplinar recebe membros-colaboradores que participam efetivamente de todas as suas atividades científicas-culturais e prestam também colaboração nas atividades administrativas.

Dentro desta proposta interdisciplinar, sua diretoria atual é composta por uma Diretoria Médica e uma Diretoria Adjunta, que é composta por diversos profissionais da saúde.

A SOTAMIG tem como objetivos promover e participar de encontros científicos e culturais, incentivar e ampliar o estudo, a pesquisa, o ensino e a aplicação da Tanatologia e do Cuidado Paliativo e zelar pelo respeito à ética profissional.

Consoante a estes propósitos, tem oferecido cursos anuais, grupos de estudos, palestras abertas à população, que são um espaço para uma reflexão crítica. Tem organizado eventos que são inovadores e significativos.

Foram realizados até o momento 13 cursos anuais. As aulas são ministradas na AMMG, sede da SOTAMIG.

Para os encontros, palestras e grupos de estudos, que são alternados com os seminários do curso, são convidados profissionais de diversas áreas, direta ou indiretamente ligados à Tanatologia e ao Cuidado Paliativo, permitindo assim os mais diferentes enfoques ao ser humano, visto na sua globalidade, como um ser biopsicosocial e espiritual. Desta forma, cumpre seu objetivo primordial, que é educar para a morte.

Periodicamente, ocorrem debates, abertos à população interessada, inspirados em filmes diversos, ligados à temática das perdas e da reumanização.

Em 2009, foi iniciado o Grupo de Atendimento a Enlutados (GAL) destinado à atender familiares enlutados de forma gratuita. A coordenação do grupo é feita pela Psiquiatra tanatóloga Dra. Mariel da Gama Paturle, ex-presidente da Sotamig.

Quanto aos eventos, a SOTAMIG teve a oportunidade de promover, coordenar e organizar o I CONGRESSO BRASILEIRO DE TANATOLOGIA E BIOÉTICA, realizado na AMMG, em abril de 2003. Deste congresso, resultou a publicação do livro: “Biotanatologia e Bioética” pela Editora Paulinas, que tem se mostrado um valioso subsídio para os interessados. Realizou também dois SIMPÓSIOS MINEIROS DE TANATOLOGIA, na AMMG, em 2004 e em 2006.

Teve uma ação marcante no cuidado com os pacientes sem possibilidades de cura, aliando a competência técnica com a qualidade humana e também ajudando a sociedade a refletir sobre a relevância do cuidado paliativo.

Em 2008, a SOTAMIG teve o privilégio de organizar o V Congresso Brasileiro de Tanatologia, nos dias 30, 31 de outubro e 1º de novembro de 2008, abordando o tema central: “Intervenções em Cuidados Paliativos e Catástrofes”.

A SOTAMIG tem cumprido seus objetivos com êxito, pois ao promover encontros científicos e palestras, abre espaço à população para discussão de temas ligados à Tanatologia e Cuidado Paliativo. Temas instigantes, antes negados, tidos como desconfortáveis e escondidos têm sido propostos e debatidos.

Suas ações têm propiciado um melhor preparo, um novo olhar e cuidado com o ser humano, que se depara com perdas, lutos e sua própria impermanência e finitude.

A proposta de educar para a morte traz a possibilidade de um viver com mais qualidade, com menos medo e mais solidariedade.

Percebe-se que é cada vez maior a diversificação dos interessados, que não se restringem apenas aos profissionais da área da saúde, o que justificou o tema do nosso último simpósio: “criando pontes e redes no processo de nascer, viver e morrer”.

Queremos manter este espaço tão rico de trocas e questionamentos, mesmo sabendo que não teremos todas as respostas. Mas, estaremos buscando uma vida mais plena de sentido.

Drummond nos adverte em seu “Lembrete”: “Se procurar bem, você acaba encontrando: não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia inexplicável da vida”.

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