Projeto Death Cafe chega a BH

De onde vem?

O primeiro Death Cafe (Café da Morte, em tradução literal) aconteceu em 2011 em Londres, inspirado pelas ideias do sociólogo e antropólogo suíço Bernard Cretazz. O modelo foi desenvolvido por Jon Underwood e Sue Barsky Reid. A iniciativa se espalhou pelo mundo e atualmente são 4761 Death Cafes em 50 países. Em 2015, a proposta chegou ao Brasil. O primeiro Death Cafe foi organizado em São Paulo e hoje acontece também em Curitiba e em Belo Horizonte (teremos nossa estreia em julho!). Há perspectiva de projetos na região Norte do país.

O que é?

O conceito é organizar reuniões em locais como cafés, hotéis ou centros culturais, para se discutir o tema livremente. Os eventos são gratuitos. Para participar, basta chegar. Não é necessário nenhum requisito especial. Basta ter interesse e estar disposto a encarar o desafio de conversar sobre a morte. Portadores de doenças incuráveis, idosos, pessoas que perderam um ente querido ou têm medo da morte, profissionais da área da saúde, a iniciativa atrai cada vez mais interessados no mundo todo.

Há três conceitos fundamentais no Death Cafe: não pode ter lucro, não pode ter agenda pré-marcada e tem que ter hora para começar e para terminar. Não somos ligados a nenhuma religião, instituição, grupo politico ou empresa. Não somos grupo de apoio nem terapia. Não temos interesse em converter ninguém. Somos um grupo de pessoas interessadas em conversas sobre a morte em um ambiente tranquilo, acessível e respeitoso.

Por quê? Pra quê?

A morte é nossa única certeza. Aceitá-la como um processo natural e parte do ciclo da vida nos ajuda a viver melhor. Desmistificar o tema é fundamental para construirmos uma sociedade mais madura, capaz de enfrentar a morte com mais leveza e serenidade. Tratar a morte como tabu não ajuda. O objetivo dos encontros é promover a consciência da finitude para ajudar as pessoas a viver suas vidas ao máximo. Trazer para a mesa a discussão de um assunto habitualmente evitado e temido pode ser transformador!